sexta-feira, dezembro 15, 2017

Vαʅσɾҽʂ ραɾα α ʋιԃα .

Explicar o valor do Natal é, de certa maneira complicado.
Falar no verdadeiro sentido natalício sem virem à memória os Natais da nossa infância, na casa da minha mãe e avó em que nunca se sabia de antemão o que o pai natal nos iria por no sapatinho. O reboliço de ir ao musgo para fazer o presépio em que sempre havia um menino Jesus numas palhinhas deitado, uma Nossa Senhora, um S. José, uma vaca e um burro.
Memórias que ficam sempre no nosso imaginário e que nos encantarão sempre comparado com o que encanta as crianças dos nossos dias. Perdeu-se a magia e toda a inocência natalícia da nossa meninice. Perdeu-se a ansiedade de esperar a meia noite para ver os chocolates (quando os havia) e o par de meias que o Pai Natal lá iria deixar e alguns rebuçados, E ficávamos completamente felizes com isso . Já não era nada mau! Há 40 ou 30 anos o que havia em questão de oferta comercial, não se compara ao que hoje nos é literalmente “ enfiado pelos olhos e ouvidos dentro” de tal maneira que nos leva ao exagerado consumismo.
Naquele tempo o Natal era diferente, hoje as crianças já sabem o que vão ganhar. Mas, não será o velho de barbas brancas e de saco às costas que desce pela chaminé, que irá trazer. Não! Foi imposto o ano inteiro aos pais que seria aquilo. E os pais concordaram com a imposição se o filho tirar uma nota aceitável, não brigar com os colegas, comer verdura, bem comportada na escola e ser uma criança obediente.
As crianças já não são, pela maioria dos pais, seres em formação e que devem ser moldadas como tal. Que têm que aprender o certo e o errado e ter o conhecimento dos limites, deixando que o Natal ao longo destes últimos tempos se tornasse moeda de troca entre pais e filhos.
Não há nada de errado na troca de presentes, no natal.claro que não! Nem sugiro sequer que se deixe de comprar presentes aos filhos ou às pessoas de quem gostamos. Nada disso! Apenas que esses presentes não sejam uma tentativa de sanar, a falta de tempo, atenção, e a falta de paciência. Cuidados e afectos descorados durante todo o ano. Não sejam presentes que se possam tornar fardos para o orçamento familiar. Afinal o Natal não está nas coisas simples? Na importância de quem temos ao nosso lado e não no que temos? Dar mais significado ao sentido “NATAL” é acreditar que a alegria do Natal não está no número ou no preço dos presentes. E isso sim tem que ficar claro na formação das crianças e jovens.
Que o sentido e espírito do Natal, está nos afectos das pessoas que nos cercam. No prazer de nos reunirmos com a família. Dar graças a Deus pelas vitórias e conquistas, saúde e vida de todos os que nos rodeiam.
Isto sim, são coisas que ficam para a vida e valores que dinheiro nenhum pode comprar.
ॐ๑RoѕαFerreιrα๑ॐ


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