De mãos nos bolsos,já rotos
calças gastas sem botão
olhos negros tão marotos
na sua boca o coração
sapato roto na sola
sapato roto na sola
e ouvido sempre alerta
um pontapé numa bola
chuto numa vida incerta
o boné de pala ao lado
nos lábios um assobio
lembra-se do verão passado
ao se abotoar com o frio
a noite dele é dormida
na rua entre dois cartões
sonho,a única saída
que ainda lhe traz ilusões
na sua casa sem tecto
com paredes de ilusão
Vai pedindo algum afecto
e uma migalha de pão
e assim ele vai vivendo
e nós passando ao seu lado
sem ligar ao sofrimento
com que ele foi dotado
Fechados e indiferentes
no luxo da nossa casa
nosso coração não sente
e é mais um natal que passa
ॐ๑RmF๑ॐ




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